Divulgar os avanços da ciência não é apenas nossa missão, mas também um meio de compreender como o mundo funciona à nossa volta

Não é preciso falar muito o quanto nós, seres humanos, somos curiosos sobre tudo o que está à nossa volta. Pense por um curto momento a quantidade de perguntas que você faz a si mesmo todos os dias:

  • “Será que vai chover hoje?”
  • “Que cheiro bom é esse?”
  • “Nossa, como será que estes celulares são capazes de fazer tudo isso? Hoje em dia eles tiram foto, são touchscreen, fazem muito mais coisas que os modelos antigos…”

Este tipo de pergunta, e muitos outros, tem estimulado as pessoas ao longo dos séculos a buscarem respostas que sejam capazes de explicar os mais diversos fenômenos que contemplamos cotidianamente. É aí, então, que entra o papel da Ciência.

Não entendeu? Então PRESTE MUITA ATENÇÃO na figura abaixo:

Talvez você esteja pensando: “O que há de tão extraordinário em uma lâmpada?”

Consideremos então algumas coisas. Antes de Thomas Edison inventar e patentear a primeira lâmpada incandescente comercial em 1879, muito teve de ser feito no campo das ciências (em especial da Física). Cientistas como Gilbert, Galvani, Ohm, Faraday, Ampère, Volta e, até mesmo um dos patriarcas dos EUA, Benjamim Franklin contribuíram significativamente para o entendimento dos fenômenos envolvendo o eletromagnetismo. Estas ideias foram essenciais para que mecanismos eficientes de condução da corrente elétrica por um fio metálico (nas lâmpadas modernas feito de Tungstênio – um possível alvo para estudos da Química dos materiais) fossem desenvolvidos, sendo capazes de emitir luz. A invenção da lâmpada, que exigiu muitos esforços científicos, trouxe também uma verdadeira revolução para a vida das pessoas, em especial nos ambientes urbanos. Embora pareça ser algo muito trivial para nós, antigamente as cidades eram iluminadas por lâmpadas a gás; com o desenvolvimento da lâmpada incandescente, elas passaram a utilizar a eletricidade como principal fonte de energia para a iluminação.

A lâmpada pode, ainda, estimular muitas outras perguntas que conseguem ser respondidas através dos métodos utilizados pela ciência. Uma pessoa poderia se perguntar, por exemplo, por que somos capazes de enxergar a luz que é emitida pela lâmpada ou, ainda, qual seria o motivo das lâmpadas de LED serem mais econômicas que as lâmpadas incandescentes. Por trás de todas estas indagações, a ciência é capaz de encontrar explicações que satisfaçam, nem que seja um pouquinho, as questões levantadas. E é justamente de pouquinho em pouquinho que o conhecimento científico é gerado, até o ponto em que seu acúmulo pode ser utilizado como base para grandes descobertas. É como diz aquele velho ditado popular: “De grão em grão, a galinha enche o papo”.

Contudo, as descobertas da ciência são publicadas em jornais e revistas científicas na forma de artigos que possuem uma linguagem muito específica e técnica, sendo de difícil compreensão pelo público em geral. Assim sendo, uma ponte precisa ser construída para conectar a linguagem falada pelos cientistas com aquela que é compreendida pela sociedade. A essa ponte damos o nome de Divulgação Científica.

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Assim como a Ponte do Brooklyn (acima) conecta este distrito à Ilha de Manhattan, em Nova Iorque, a Divulgação Científica atua como uma ponte entre a Ciência e a População. Fonte: http://www.history.com

Deste modo, o Blog Buteco da Biologia irá promover a difusão dos avanços científicos obtidos em Biologia de uma maneira clara e simples, como se estivéssemos conversando sobre ciência em um barzinho, de modo que todos possam enxergar um pouquinho a beleza do mundo que está a nossa volta. Esperamos também, que possamos desenvolver uma conversa muito agradável sobre os assuntos a serem abordados neste blog, desde os detalhes sobre como a informação é guardada no nosso DNA até os efeitos que afetam a vida no nosso planeta em uma escala muito maior, como é o caso das Mudanças Climáticas Globais. Logo, estamos aguardando ansiosos pelos seus comentários, sugestões e até mesmo puxões de orelha, caso estes sejam necessários.

Então, pegue sua cerveja, o seu tira gosto e curta o nosso papo sobre ciência aqui, no Buteco da Biologia!!!

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